sábado, 17 de agosto de 2013

Vejam que as cajaranas já estão bem maduras.


Vejam que as cajaranas já estão bem maduras.

Por Campos Neto

Na madrugada de 17 de Agosto de 2013, o Senhor me deu um sonho. Sonhei que tinha passado por vários lugares em volta do mundo, entre eles Japão e Grécia. No sonho, em um dado momento estávamos, eu e um companheiro missionário passando por uma rua, em uma pequena cidade, a qual não sei o nome, mas eu entendia no sonho, que ficava localizado no interior da Inglaterra. Ainda no sonho eu falava com duas senhoras, que encontramos no caminho, eu as dizia que tanto eu como meu colega missionário, já tínhamos morado em todos os lugares onde passamos inclusive no Monte Fuji do Japão.
As duas senhoras eram uma mais alta e de corpo mais afinado e outra mais baixa e de corpo mais forte. No sonho, repentinamente testemunhávamos a respeito do evangelho para as duas, eu olhava para a senhora mais baixa e a via triste e com olhar cabisbaixo. Ainda no sonho eu a abraçava e ela começava a chorar. Neste momento ela aceitava o convite de vir a Cristo. No mesmo sonho eu olhava em volta e percebia que o cenário havia mudado, mas eu entendia que já tinha se passado algum tempo, e nós tínhamos retornado a aquela casa e aquelas duas senhoras estavam oferecendo um chá para uma multidão de outras mulheres, eu olhei no rosto da senhora mais baixa e notava um brilho, uma alegria e uma motivação diferente em sua vida. Aquela senhora que em outro tempo estava triste e desiludida da vida, agora estava ali na minha frente, vestindo roupas típicas de uma mulher inglesa e com um belo chapéu em sua cabeça. Eu a vi levantando-se da cadeira a qual estava sentada e as demais mulheres vestidas igual a ela, levantaram-se em seguida, mostrando assim, que aquela mulher de ânimo fraco, havia se tornado em uma líder impetuosa e convicta na pregação do evangelho do Senhor Jesus Cristo.
Naquela mesma cidadela no interior da Inglaterra, eu saí até ao pátio da casa daquelas senhoras e vi vários cercados com muitas pilhas de cajaranas. Cajarana para quem não sabe é o fruto da cajaraneira (*Spondias sp), também conhecida como umbu-cajá ou cajarana do sertão, árvore que pertence a família Anacardiacea, à qual pertence também outras espécies como umbu (Spondias tuberosa)muito comum em vários regiões do Brasil inclusive aqui no sertão do nordeste. *trecho tirado do site: http://www.frutiferas.com.br/htm/cajarana.htm.
O que me chamou bastante atenção foi que esta planta é nativa do Brasil e muito raramente se ouve falar do seu cultivo em outros países. Outra coisa bem interessante é que os frutos que eu vi da cajarana eram tão grandes que chegavam a ser quase do tamanho de uma laranja e outra característica bem interessante é que eles eram tantos, que não se podia contar e estavam tão maduros que a maioria já estava estragando.
Eu acordei e o Senhor me deu a interpretação do sonho.
Parte é particular e não posso relatar aqui no momento. A Inglaterra representa os confins da terra e as cajaranas grandes e maduras mostram que já está mais do que na hora de sairmos de nossas vidas medíocres e avançarmos na pregação do evangelho. O mundo já está mais do que preparado para receber o evangelho do Senhor Jesus.
Em um contexto onde a igreja sofre uma enorme crise de identidade, com muitos dos nossos líderes cada vez mais sem compromisso com a palavra de Deus. Gananciosos, preocupados somente em engordar as suas contas bancárias, com crentes cada vez mais frios no amor ao evangelho e querendo cada vez mais parecer com o mundo; com a fileira dos que encabeçam a igreja apóstata crescendo todos os dias de forma assustadora. O Senhor Jesus está contando comigo e com você para esta tarefa de levar a sua Palavra. Precisamos deixar de curtir e de apenas chorar ao vermos fotos de pessoas sofrendo algum tipo de flagelo quando abrirmos a nossa página no Facebook, Como cita um missionário que faz parte de uma agência que envia missionários para todo o mundo. Precisamos agir de forma real, orando ao Senhor para que nos capacite a esta tarefa, e que Ele devolva-nos a paixão que já tivemos em outrora pelo seu Ide.
Todo mundo sabe que quando estamos apaixonados fazemos muito mais do que podemos. Lembro-me que certa vez namorei uma moça na cidade de Mossoró/RN e eu estava tão apaixonado por ela que eu atravessava sozinho, a pé e a noite, mais de 3,5 km na ida e na volta até a casa dela em um total de mais de 7 km de percurso entre o bairro do Alto São Manoel e a minha casa no final do bairro Aeroporto. Esse trajeto eu fazia todos os dias de segunda à segunda-feira e nunca reclamava, ao contrário, ficava contando as horas no relógio para chegar o momento de me dirigir até lá. O que tem faltado em nossos corações é a paixão pelo evangelho de Jesus, é o ardor em cumprir o ide do Mestre. Se tivermos a metade da alegria em pregar o evangelho que temos quando vamos trocar o nosso carro novo, com certeza produziremos muitos frutos na seara do Senhor. Se tivermos a metade da alegria que temos quando vamos comprar o nosso tablet de última geração, se tivermos o empenho em estudar as Sagradas Escrituras como temos em descobrir como ele funciona, com certeza muitas vidas serão transformas por meio da nossa mensagem. Se seguirmos os passos de Jesus com certeza nos preocuparemos menos com nós mesmos, com os nossos interesses e nos importaremos mais com as pessoas e como elas passarão sua eternidade. Se levarmos a sério o Senhor Jesus e nos submetermos ao seu senhorio, com certeza conseguiremos cumprir o seu mandamento no qual Ele nos diz para irmos e darmos muitos frutos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Não vos Conformeis

Não vos Conformeis - Carta da VINACC à igreja brasileira




A VINACC – Visão Nacional Para a Consciência Cristã – promotora do Encontro Para a Consciência Cristã há 15 anos em Campina Grande-PB, lançou, nesta sexta-feira (15/03), uma carta endereçada aos evangélicos brasileiros, exortando-os a não se conformarem com este século, conforme mensagem do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 12, versículo 2.
A Carta é resultado de obervações feitas durante as sete ministrações noturnas do XV Encontro Para a Consciência Cristã, realizado de 6 a 12 de fevereiro de 2013, pelos pastores: Hernandes Dias Lopes, Geremias do Couto, Renato Garcia Vargens, Aurivan Marinho, Mauro Meister, José Bernardo e Ricardo Bitun. Eis a carta na íntegra.

Não vos conformeis

Carta da 15ª Consciência Cristã

A Igreja Brasileira, solidamente representada no XV Encontro para a Consciência Cristã, realizado em Campina Grande de 6 a 12 de fevereiro de 2013, incumbiu-se de avaliar a situação do movimento evangélico em nossa nação, à luz da convocação que o apóstolo Paulo fez aos crentes em Roma, para a prática da teologia que ensinou nos onze primeiros capítulos da carta que lhes escreveu: “Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional  de vocês.  Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Vivemos tempos de grande inquietude para aqueles que decidiram conhecer, praticar e ensinar as Escrituras como a Palavra de Deus. Por todo lado se ouve de heresias, mundanismo, desvio e promiscuidade com toda sorte de ideias de homens: por fraqueza e ignorância, por conveniência e prazer, por ganância e apostasia. Os lobos passeiam livremente pelo meio do rebanho e dilaceram as ovelhas e o dano que fazem nos horroriza; não podemos observá-lo passivamente. Exortamos e animamos a igreja a tomar-se de um inconformismo santo que a impulsione à mudança. Nós chamamos a Noiva a encher-se de um descontentamento que a leve à transformação no íntimo, cremos que somente assim experimentaremos as coisas boas e desejáveis que Deus quer para nós.

Não vos conformeis com a amargura
A felicidade exaustivamente propagandeada nos comerciais de televisão é fugidia. De fato, vivemos em um mundo cada vez mais infeliz, amargurado, cheio de angústias, desespero e perplexidade. A infelicidade serve apenas aos mercadores de sonhos e envolve as pessoas em uma inútil e ansiosa corrida. Nesse cenário a depressão é uma pandemia que afeta a Igreja tanto quanto o mundo e enfraquece a motivação para a transformação e para o serviço. Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força, mas nossa alegria é roubada todos os dias: a) pelas circunstâncias, quando não conhecemos a grandeza de Deus; b) pelas pessoas, quando não exercemos o perdão; c) pelo dinheiro, quando amamos as coisas materiais; d) pela preocupação quando nos falta fé. Deixemos de lado essa tristeza mundana e abracemos a alegria no Senhor nosso Deus.

Não vos conformeis com a soberba
A arrogância do ser humano chega a tal ponto que ele se achou dono da verdade, cada um de sua própria e particular verdade. As pessoas tornaram-se tão evidentes aos próprios olhos que não podem mais enxergar o próximo e são incapazes de ver Deus. A Igreja tem sido afetada por esse orgulho, por essa vaidade, e sofrido as mesmas consequências que em Babel: Como Igreja, estamos separados, divididos, não nos entendemos e não servimos a Deus, porque estamos cultuando mais a homens e aos desejos da carne, porque estamos construindo para nossa própria glória, achando que podemos atingir o céu por nossos próprios méritos. Deus, em sua graça insuperável, poderia nos lembrar de que somos pó, mas temos fugido disso: a) quando rejeitamos o sofrimento; b) quando desprezamos o autocontrole; c) quando valorizamos nossos próprios desejos; d) quando ignoramos os planos de Deus para nós. Venha Igreja! Gloriemo-nos em nossas fraquezas, pois quando estamos fracos é que somos fortes.

Não vos conformeis com o pecado
Ló, separando-se de Abrão, escolhendo as campinas verdejantes, tão aprazíveis que se pareciam com o Jardim do Senhor, ficando cada vez mais perto de Sodoma e Gomorra e finalmente perdendo tudo, é um modelo do que acontece com a Igreja e com os crentes hoje. A cobiça dos olhos tem atraído, seduzido, gerado pecado e morte. A ganância pelas coisas materiais, pelo sucesso a todo custo, a busca insana pela aceitação do mundo e pela fama têm sido tão envolventes e ilusórias que os crentes se aproximam do pecado achando que estão encontrando a bênção de Deus. O pecado se torna aceitável e tão comum que às vezes parece obrigatório. Nesses dias chamamos a Igreja para reagir, nós a conclamamos a: a) odiar o pecado como Deus o odeia; b) fugir do pecado como Deus ordenou; c) buscar a santidade como Deus é santo; d) denunciar o pecado falando o que Deus diz sobre ele. Confiados de que temos recebido na graça os recursos para uma vida em santidade, chamamos os crentes a serem amigos de Deus, porque os amigos do mundo são inimigos de Deus.

Não vos conformeis com a igreja
Quando as igrejas estão se conformando com o mundo, não podemos nos conformar com elas. A Igreja sempre lutou contra heresias: Os judaizantes e os gnósticos no primeiro século, os ataques à humanidade ou à divindade de Cristo, a mercantilização da salvação na Idade Média, a negação da Verdade na modernidade, a contaminação da verdade na pós-modernidade. A diferença é que hoje a crise que a Igreja enfrenta é eclesial. As pessoas percebem que as igrejas têm se desviado do plano de Deus e, com isso, as abandonam e menosprezam. O inconformismo que a Palavra de Deus exige de nós nada tem a ver com essa atitude de descompromisso. A Igreja é uma instituição divina e se expressa institucionalmente. Somos chamados a enfrentar o mundanismo e o pecado dentro dela, não pelo abandono, mas lutando para que seja a Igreja que Cristo quer: a) igreja com a missão de Cristo; b) igreja com a confissão de Cristo; c) igreja com a revelação de Cristo; d) igreja com a autoridade de Cristo. Não nos conformemos! Há esperança para a Igreja do século XXI, pois é Deus quem estabelece a revelação que a mantém. Portanto, trabalhemos por uma igreja que cumpra o propósito dado pelo Senhor segundo os recursos que Ele mesmo provê.

Não vos conformeis com o culto
O culto que oferecemos a Deus nesse mundo tem sido marcado pela alienação e pelo simplismo. As pessoas nos conhecem mais por nossas obrigações do que por nossas motivações, mais por nossos costumes do que por nosso pensamento. Nossa adoração a Deus não tem produzido os resultados que Deus espera de nós, em nossas vidas ou nas vidas daqueles que nos observam. Mas Deus nos chama para um culto em que nos ofereçamos continuamente em santidade ao Senhor, de modo que isso seja primeiro agradável a Ele e, assim, se torne agradável a nós. Esse culto que devemos oferecer a Deus deve ser: a) fundamentado em sólido conhecimento das Escrituras; b) caracterizado pelo dar de nós mesmos; c) distinguido pela renovação de nossa mente; d) resultante na experimentação da vontade de Deus. Não nos conformemos com um culto que não seja aceitável a Deus. Seja o nosso culto um sinal da presença de Deus para todos os homens, um testemunho incontestável da graça salvadora de Jesus. Ofereçamos a Ele um culto que o agrade verdadeiramente e comecemos isso, como Paulo, pelo ensino da sã doutrina.

Não vos conformeis com o silêncio
A Igreja foi chamada para comunicar o Evangelho e ensinada por Cristo a fazê-lo na pregação, no ensino, no testemunho e na representação. Como crentes em Cristo não podemos nos calar a qualquer pretexto ou em qualquer situação. Devemos obedecer a Deus primeiro, não aos homens, e responder a quem quer que questione a esperança que recebemos em Cristo. Mas a Igreja tem se calado nas escolas e universidades, nos locais de trabalho e nos lugares públicos, com os amigos e os vizinhos, às vezes com a própria família. Os crentes têm emudecido por causa das leis, para não perder os amigos ou clientes, para não perder o status ou o emprego, temendo multas e prisão. A Igreja tem sido afrontada com mentiras e calúnias, ameaçada e desprezada, e não tem sido capaz de responder, porque teme coisa que acha pior. Nesse cenário somos chamados a: a) não ter medo como as pessoas do mundo; b) não ficarmos alarmados diante da perseguição; c) termos Cristo como único Senhor, único dono de nossa vida; d) nos prepararmos para responder a qualquer pessoa que questione a esperança que temos em Cristo. Rompamos o silêncio e anunciemos o Evangelho, respondamos a qualquer pessoa e em qualquer situação, a tempo e fora de tempo!

Não vos conformeis com a morte
Muitos líderes têm deixado uma lacuna de integridade, um vazio de direção, uma ausência de paz no meio da Igreja. Nosso povo, muitas vezes, está perplexo, confuso, inseguro e isso causa temor e angústia acerca do futuro da Igreja. Essa era a situação de Israel no início do livro de Isaías. O inimigo estava às portas, o pecado consumia o povo e o rei morreu deixando um trono vago. Nessa situação o profeta teve uma visão que a Igreja Brasileira também precisa ter: a) uma visão da soberania de Deus; b) uma visão da santidade de Deus; c) uma visão da miséria humana; d) uma visão dos meios para a salvação. Depois dessa visão Isaías pode ser comissionado para o ministério que denuncia o pecado e que anuncia a restauração. Diante dos problemas e dificuldades que enfrentamos na Igreja nesses dias, não podemos nos conformar com a mesmice, não podemos nos entregar à estagnação, não podemos nos conformar com uma igreja morta. Deus reina soberano, Ele é santo, Ele ama a nós pecadores e proveu meios para nos salvar, portanto, apresentemo-nos para a missão que Ele anuncia. A revelação dessas coisas deve ser continuamente enfatizada aos crentes, até que, inconformados, clamem contra o pecado e celebrem a alegria da salvação.

Aos trinta dias do encerramento do 15° Encontro para a Consciência Cristã, em 12 de março de 2013, nós reafirmamos, juntos, que não nos conformamos com a estagnação da presente era, antes buscamos mudança pela renovação de nossa mente.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Apologética Bíblica - A Legalização da Prostituíção no Brasil

Pessoal o texto abaixo é uma resposta ao e-mail mandado pelo deputado federal Antônio Bulhões do PRB. Ele fala no e-mail que é contra o aborto e segundo ele existe um risco da Câmara dos Deputados aprovar uma lei que legaliza a prostituição no Brasil.

Foto: zetrusk.blogspot.com.br

  Caro Deputado Antônio Bulhões, espero que você e sua família e todos os seus, estejam gozando de boa saúde. Meu nome é Campos Neto e moro no interior do Rio Grande do Norte, a cerca de 180 Km da capital do Estado.

Ao receber seu e-mail fiquei ainda mais convicto que a nossa sociedade está em processo degenerativo, sendo que o processo se inicia na ordem inversa, ou seja, a pirâmide está de ponta cabeça. A degradação começa no mais auto escalão da nossa sociedade, com pessoas que deveriam ser referência, moral, intelectual e social. Na verdade eles estão imprimindo na mente dos mais baixos na escala desta pirâmide, valores nocivos e degradantes, com isso contribuindo para a necrose e posterior extinção daquilo que é a essência da nossa sociedade; a "Família", instituída pelo próprio Criador como consta no livro de Gênesis cap. 1. vers. 27-28.

A prostituição traz problemas diversos a sociedade, como a agressão moral, que as pessoas que se submetem a este tipo de prática, sofrem constantemente, minando seus sonhos, seus anseios, sua alto estima e trazendo feridas as suas almas tão profundas que água e sabão jamais poderão limpar e o pior de tudo é que eles afastam as pessoas do seu criador como diz o texto sagrado no livro do profeta Isaias cap. 59.2 “mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.”. Aprovar a legalização da prostituição, do aborto e de outros tipos de comportamentos, que ferem diretamente a preservação dos bons valores morais e da espécie humana, é simplesmente dizer: Deus você não sabe de nada, e tudo o que você escreveu na Bíblia está errado e para mim não serve.

A legitimidade de uma casa, que se diz defensora dos interesses da família brasileira, deve ser questionada quando ela torce valores que foram criados pelo próprio criador. O Criador da maior organização social já instituída na terra, a "Família". Finalizo citando o que Tiago diz com muita propriedade: “Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga?” Tiago cap. 3.vers. 11
 
 
Sem mais no momento, meu muito obrigado.

Atenciosamente,

Miss. Campos Neto e Família.

Rio Grande do Norte, 22 de março de 2013
 

domingo, 17 de março de 2013

Apologética Bíblica - Em defesa do Beijo




Em defesa do beijo
Por Campos Neto
Quem não lembra do seu primeiro beijo? Com certeza foi memorável. Lembro-me que ficava muito entusiasmado ao ver aquela propaganda do creme dental Close Up em que todo mundo sai beijando todo mundo, todo mundo com os dentes muito brancos que quando abriam a boca, nós que estávamos do lado de fora da TV, ficávamos até ofuscados com a brancura dos dentes dos atores.
Em uma das novelas recentes da TV Globo “Guerra dos Sexos” em sua nova versão; na vinheta de lançamento vemos uma multidão de mulheres e uma multidão de homens parando em frente uns dos outros e quando pensamos que eles iriam se engalfinhar em tapas, chutes e pontapés, ficamos surpresos ao ver que de repente começam todos de uma só vez, como em um nado sincronizado, a se beijarem e a caírem uns por cima dos outros e acredito que nesse momento é até bom tirar as crianças da frente da TV. A onda agora é beijar e beijar muuuuuuuuuuuito.
É muito comum nas micaretas(Carnaval fora de época) que temos aqui no Brasil vermos o que chamamos de concurso de beijos, quem beijar mais durante a festa, falo quantitativamente não de intensidade, é o vencedor da maratona. Não importando quem beijar, onde beijar e como beijar, mas beijar, beijar e beijar. Quem nunca viu os filmes de Hollywood, onde a cena mais esperada da platéia, principalmente feminina, era o beijo romântico. Ainda lembro-me da música que tocava quando Scarlett O'Hara(Vivien Leigh) e Rhett Butler(Clark Gable) se beijavam apaixonadamente no filme “O Vento Levou", um clássico do cinema americano que teve sua extréia nos cinemas no ano de 1939. Claro que só vi reprises, não sou tão velho assim.Rs.
O problema é que toda essa media feita em torno do beijo, tem incitado os nossos jovens a obter um comportamento irresponsável, diante de uma coisa tão séria e sem falar na banalização de um ato tão bonito e deleitoso para estimulação da procriação e bem estar do casal, marido e mulher. Existe muito mais coisas por traz de tudo isso do que pensa a nossa vã filosofia como consta em pesquisa abaixo.
*Segundo o site português da Universidade do Porto: Ciência 2.0 a Filematalogia, a ciência que estuda o beijo, tem muito mais a dizer sobre o assunto.
Cerca de 90 por cento da espécie humana comunica através do beijo, mas ele é muito mais do que o contacto entre lábios. É que é através de um beijo, por exemplo, que se escolhe o parceiro sexual, diz-nos Margarida Braga, do Departamento de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), citando um estudo de 2007 publicado na revista científica “Evolucionary Psicology”, sobre as diferenças de género em relação ao ato de beijar.
Esta distinção entre homem e mulher está relacionada com o nome que se dá à ciência do beijo – a filematologia, devido a uma característica etológica. “Pensa-se que de alguma forma cabe às fêmeas escolher o seu parceiro para procriar e que têm uma obrigação filogenética de encontrar um bom companheiro”, explica a docente.
Mas afinal de onde vem o beijo? Existem pelo menos duas explicações que podem esclarecer a sua origem. De um lado, Margarida Braga refere-nos uma teoria apontada: “Existem teorias de que o beijo tem a ver com a alimentação boca a boca, como as aves, em que a mãe deposita com o seu bico a comida no bico da ave. Mas já há desafios a esta tese. De alguma forma os cuidados maternais passam muito pelo beijo, de ensinar à criança a importância desta manifestação”. Por outro, em relação ao beijo com conotação mais sexual, sabemos que se relaciona com o olfato e o paladar, uma explicação dada ao Ciência 2.0, por Ana Alexandra Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica: “É muito possível que tenhamos começado a beijar para sentir o gosto e o cheiro de alguém”.
Estes dois sentidos, olfato e paladar, têm uma função importante no beijo. De acordo com Ana Carvalheira, o olfato é “o órgão mais primitivo e mais poderoso a nível sexual naquilo que é a atração e o prazer”.
O beijo liberta a oxitocina, um hormônio ligado ao amor e também a excitação sexual. Através desta libertação, aumentam também os níveis de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, pois o circuito cerebral considera positivo o incremento da oxitocina. Esta substância faz-nos referir mais uma diferença entre homem e mulher esclarecida por Margarida Braga – é que “aumenta mais nos homens do que nas mulheres”.
Sabe-se, resumindo, que a estimulação cerebral causada por um beijo leva à produção de oxitocina, noradrenalina, dopamina e serotonina [influenciam o humor, ansiedade, sono e alimentação]. Para além desta libertação, desencadeia-se também, durante os preliminares do ato sexual, fenómenos periféricos na dependência da libertação de testosterona e da sua degradação em estradiol (hormonio sexual). A saliva contem ainda testosterona, sendo uma das explicações prováveis para alguns estudos referirem que os homens preferem beijos mais húmidos e com a boca mais aberta (o que favoreceria a estimulação sexual da mulher e permitia também avaliar a fertilidade e o ciclo estrogénico) segundo nos explica Margarida Braga, citando a antropóloga Helen Fisher.
E ainda falam que tudo isso vem do acaso. Toda essa complexidade, isto sim é fantastico.
Quero deixar bem claro que não considero o ato de beijar no namoro em momento algum caracterizado como pecaminoso; o problema não está no beijo, mas sim no coração das pessoas. Mas quero alertar as moças e os rapazes cristãos que existe uma linha muito tênue entre pecado e santidade e tudo que me afasta da santidade me atrai a linha do pecado. O apostolo Paulo no capitulo 6 e versiculo 12 da primeira carta aos Corintios afirma: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. A Bíblia não condena em nenhum momento o vinho, ela condena o abuso do vinho, a embriaguez com o vinho como está escrito na carta de Paulo aos Efésios cap. 5 ver. 18.
Baseado na pesquisa que vemos acima ao qual foi extraída do site da Universidade Portuguesa do Porto)Ciência 2.0), entendemos que o beijo lingual, ou beijo françês como é chamdado ciêntificamente é um ato que deve ser compartilhado entre casais, marido e mulher e não entre namorados, principalmente sendo estes adolescentes pois sabemos que na puberdade é quase que impossível controlar os impulsos hormonais que sofremos. Não obstante nada impede que no namoro os moços e moças troquem um selilnho, um abraço um beijo no rosto ou qualquer outro tipo de carinho moderado. O primeiro pensamento que o jovem crtistão deve ter é: o que Jesus faria no seu lugar se Ele estivesse vivendo nos dias de hoje? Vocês acham que qual tipo de modelo para um namoro Ele adotaria? O mudando que fala que pode tudo? Ou o bíblico que fala que não devemos nos conformar com este século, que diz que somos a luz do mundo o sal da terra, porta vozes de Deus? Tudo que fazemos respinga em Deus, seja ruim ou seja bom.
Não estou dizendo que beijar é pedado, mas se o beijo ou outro tipo de comportamento tem afastado você de Jesus, faça imediatamente como Ele mandou como consta em registro de Mateus cap. 18 ver. 9 - “E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo”.
Para os que ainda assim querem arriscar achando que tudo não passa de uma brincadeira, quero deixar o seguinte texto: Prov. Cap. 6 vers. 27-28 que diz: “ 27 - Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? 28 – Ou andará sobre as brasas sem que se queimem os pés?”.
Eu aconselho ao jovem cristão a alicersar seu namoro em Cristo; todos os registros bíblicos que estimulam o beijo, falam de beijo conjugal. Por razões culturais, nos tempos bíblicos não existia namoro, apenas noivado e casamento. Quantas vezes vocẽ já leu um texto bíblico com sua namorada ou namorado? quantas vezes vocẽ orou com ele ou ela a respeito de algum assunto relevante? O principal motivo dos casamentos francassarem hoje em dia é porque as pessoas são atraídas pelos corpos, uns dos outros, apenas desejo e quando o desjejo acaba, junto também acaba-se o relacionamento. Você precisa amar a pessoa como o ser que ela é, não com o que ela pode lhe oferecer momentaniamente; afinal o sim que dizemos no altar tem que ser sincero, até que a morte os separem. Quando chegarem as dificuldades e os problemas no casamento se o nosso relacionamento é baseado em sexo, desejo e mediocridades, (que é o resultado de um namoro carnal) como se sustentará?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Apologética Bíblica - E viva a liberdade

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 E viva a liberdade.
Por Campos Neto

Liberdade sempre foi o alvo de maior valia do ser humano. Durante toda a história da humanidade a ideia de ser livre sempre esteve presente na mente e no coração do homem. Fala-se de ser livre de tudo. Ser livre da monarquia, ser livre da anarquia, ser livre do sistema monetário abusivo, ser livre do proletariado, ser livre do patrão, ser livre do governo, ser livre da opinião pública, ser livre da taxa tributária, ser livre dos que querem ser livre da taxa tributária, tem gente até querendo ser livre da ideia de ser livre. Hoje em dia está na moda a reivindicação de todo tipo de liberdade. Liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade sexual e a lista é infindável.

A palavra liberdade tem entre suas principais definições: a ausência de submissão e ou servidão, mas na verdade o conceito de liberdade é totalmente utópico. Ser livre não passa de uma utopia. Nós sempre estaremos sujeitos à algum sistema, seja de regras, seja sociológico, seja cultural, político, econômico, religioso, entre outros.

Nas Sagradas Escrituras no evangelho segundo escreveu S. Mateus cap. 6 v. 24 diz: “Vocês não podem servir a dois senhores: Deus e o dinheiro. Porque vocês odiarão um e amarão outro, ou vice versa”. Ou seja não existe meio termo ou estamos servindo a um sistema ou a outro, ou estou do lado de Cristo, ou do lado do mundo, ou nos rendemos ao senhorio de Cristo ou ao senhorio do mundo é impossível estar em cima do muro.

Podemos notar que no Novo Testamento a tradução na Septuaginta de ambas as palavras Adonai e do nome impronunciável YHWH(יהוה) foi pela palavra grega Kurios (Kuriov), que significa "Senhor". Kurios/Adonai traz a idéia básica da soberania de Deus, da suprema posição do Criador, em todo o Universo que criou. E mais, tanto o Pai (Deus) como o Filho (Jesus) são chamados pelo termo grego Kurios”. (yahoo respostas)
Quando falamos que somos escravos de Cristo muitas pessoas e até mesmo cristãos entram em parafuso ao ouvir nossa afirmativa a respeito e até contra argumentam dizendo: “Eu não sou escravo de Cristo, sou servo dEle”. Pesquisando no dicionário Michaelis encontramos o significado da palavra escravo( adj. e s. m. 1. Que, ou o que vive em absoluta sujeição a um senhor. 2. Que, ou aquele que está dominado por uma paixão ou por qualquer força moral: Escravo dos seus deveres. 3. Servo; criado, doméstico, serviçal...) o que entendemos é que as pessoas tem um conceito bastante equivocado da palavra escravo. A Bíblia fala que José era escravo de um oficial de faraó por nome de Potifar e era bem tratado por seu senhor ao ponto de ter todas as suas posses com exceção de sua mulher aos seus cuidados.
O fato de sermos escravos de Cristo nos concede uma série de privilégios entre os principais está o direito de adoção de filhos pelo o Pai e o direito da herança de Cristo como irmãos adotivos que somos. Uau!
No Novo Testamento todas as vezes que se é falado na relação Senhor/servo, a palavra empregada para servo é: δουλος(doulos) 1) escravo, servo, homem de condição servil – Dicionário de Strong – Theword Bible Project.

Portanto submeta-mos a Cristo e viveremos com Ele pra sempre. Amém.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Capelania Geral Evangélica

A história do xadrez tem origem controversa, mas é possível afirmar que o jogo foi inventado na Ásia. Atualmente, a versão amplamente difundida é a de que teria surgido na Índia com o nome de chaturanga e dali se espalhou para a China, Rússia, Pérsia e Europa, onde se estabeleceram as regras atuais. Entretanto, pesquisas recentes indicam uma possível origem na China do século III a.C., na região entre o Uzbequistão e a Pérsia antiga (atual Irã). Fonte: wikipedia.

Mas, o que isso tem a ver com missões?  Talvez você esteja fazendo essa mesma pergunta. Com uma escolinha de xadrez o missionário Campos Neto, todas às quarta-feiras atua como Capelão Civil voluntáriario na 3ª CIPM - Companhia Independente da Polícia Militar na cidade de Currais Novos/RN. Às quintas ele também atua como Capelão Escolar na Escola Municipal Salustiano Medeiros na mesma cidade. Evangelismo é relacionamento, Jesus nos ensinou isso quando encontrava as pessoas, ele se importava com as pessoas.Um simples "Jesus te ama", não é evangelismo, é desencargo de consciência. 

As pessoas estão cheias de problemas e não sabem o que fazer, o trabalho de capelania é um trabalho de auxílio aos necessecitados, aos oprimidos por toda sorte de tribulações, que cada dia é mais crescente nas vidas das pessoas. Em Mateus 11 do versículo 28 ao 30 Jesus oferece auxílio as pessoas atribuladas, Ele se compadece delas e propôe uma troca, trocar uma vida de angustias, sofrimentos e servidão ao pecado por uma vida de liberdade segurança e plenitude de vida, Ele nos oferece sua ajuda. Jesus quer nos ajudar a vencer o pecado, o diabo e a morte e para isso Ele pede apenas uma coisa, que troquemos o nosso jugo insustentável pelo seu jugo que é suave e leve. Ele só quer que deixemos Ele ser o nº 1 em nossas vidas, ser nosso pai, melhor amigo, marido, esposa, salvador e acima de tudo nosso Senhor.




 Momento com os PMs na escolinha de xadrez da 3ª CIPM de Currais Novos.
Devocional com a tropa na passagem de serviço pelo oficial.
 Miss. Atuando como Capelão civil voluntário na
3ª CIPM de Currais Novos.

COMO UMA IGREJA PEQUENA PODE FAZER MISSÕES



Edison Queiroz


Quando prego e desafio pastores a levar suas igrejas à tarefa de missões mundiais, sempre sou questionado se é possível a uma igreja pequena fazer missões. A minha resposta sempre é afirmativa. Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. A seguir, seis passos para uma igreja pequena fazer missões.

1 - Confie no grande Deus

Devemos entender que o plano de Deus para a igreja, não importa o seu tamanho, é a implantação do seu reino por meio de pregação do evangelho a todas as nações. O que faz a diferença é o tamanho de nosso Deus. Ele disse: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33.3). A Bíblia afirma que Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3. 20-21).

Às vezes olhamos para nossa incapacidade e fraqueza, para o tamanho de nossas igrejas, para a situação financeira e ficamos desanimados, dizendo que é impossível. Mas isso está errado! Precisamos olhar para Deus e crer em seu poder, pois ele é grande e quer fazer coisas grandes. Do nada ele cria tudo! Aleluia! Precisamos orar como o rei Josafá: “Porque em nós não há força...porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cr 20.12). Aqui está o segredo da vitória: tire os olhos das circunstâncias e coloque-os no grande Deus, e ele transformará nossas igrejas em verdadeiras bases missionárias.

2 - Inicie um movimento de oração

Por meio da oração, a igreja pode fazer um movimento missionário e atingir nações. Desafie os membros de sua igreja a orar em casa, no trabalho, nos momentos de folga, na igreja, etc. Pela oração, vidas serão tocadas por Deus; portas, abertas; missionários, abençoados; vidas, salvas. Mais adiante darei alguns passos práticos para o início de um grande movimento de oração em sua igreja, não importa o tamanho dela.

3 - Treine os crentes para a evangelização pessoal

Descobri uma coisa interessante em meu ministério: os crentes não evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente eu pensava que se tratava de falta de consagração, de falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o grande problema era a falta de um ensino prático.

Certo domingo preguei, sobre a importância de o crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.”

Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a igreja.

Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou os crentes a entender que podem pregar o evangelho.

No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da igreja.

Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da igreja, fechamos o portão e esperamos os crentes chegarem.

Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos.

Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar em sua vida. Aleluia!”.

Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os primeiros passos no discipulado.

4 - Desafie pessoas para o campo missionário

Mediante pregação, ensino, recomendação de livros, etc., você pode desafiar pessoas a se entregarem para a obra de missões. Creio que em toda igreja há pessoas vocacionadas para o campo missionário. Então pregue, desafie e procure identificar essas pessoas, dando-lhes o apoio necessário no discipulado pessoal, no encaminhamento para o preparo adequado. Não somente desafie, mas também apóie os vocacionados. Muitos pastores estão pecando ao deixar de apoiar , ajudar e orientar aqueles que têm sido chamados por Deus para a obra missionária. Talvez por medo de perderem o lugar, por ciúmes ou por irresponsabilidade. Se há em sua igreja algum membro chamado por Deus para o ministério, dê-lhe todo apoio, pois você estará colaborando para a expansão do reino de Deus. Não tema ! O mesmo Deus que o colocou no ministério é poderoso para mantê-lo ou tirá-lo dele, de acordo com sua soberana vontade.

5 - Desafie os crentes a contribuir financeiramente

Uma igreja pequena pode fazer muito para missões mediante contribuição financeira dos seus membros. Deus não está olhando para o tamanho da sua oferta, mas sim para o tamanho do coração da pessoa que deu a oferta. Lembra-se da oferta da viúva pobre? Sua oferta foi maior que as das outras pessoas porque ela deu todo o coração (Lc 21. 1- 4).

Além disso Deus é poderoso para multiplicar qualquer oferta, como ele fez na multiplicação dos pães. Eu sou testemunha disso. Deus faz milagres nas finanças da Igreja quando esta coloca missões em primeiro lugar. Mas adiante quando falar sobre finanças vou contar alguns desses milagres.

Conheço famílias que estão sustentando parentes no campo missionário. Muitas vezes, quando encontro algum missionário, pergunto-lhe: “Quem está sustentando?” De vez em quando, a resposta é: “Meus pais, meus irmão, etc.” Então pergunto: Quantos são? Às vezes, cinco ou seis pessoas estão se unindo e sustentado um missionário no campo. Qual o tamanho da sua igreja? Mesmo que seja de cinco ou seis pessoas, se elas forem desafiadas e assumirem a responsabilidade, poderão se unir e sustentar missionários no campo, assim como algumas famílias estão fazendo. Desafie o seu povo a contribuir financeiramente!

6 – Associe sua igreja a outra para enviar missionários

Uma igreja pequena pode fornecer pessoas e dinheiro para a obre de missões. Mas, às vezes, não tem condições de levantar todo o sustento financeiro necessário; portanto, poderá se unir a outra igreja e, juntas, enviar o missionário. Vou contar uma experiência marcante em minha vida. O pastor de uma igreja pequena veio à nossa convenção missionária e foi desafiado a fazer missões por meio de sua igreja. Voltou disposto a fazer de sua igreja uma igreja missionária. Desafiou o seu povo, e a resposta veio. Iniciou-se um movimento de oração e de contribuição financeira. Quando arrecadaram o dinheiro das ofertas mensais para missões, não sabiam como aplicá-lo e, então, pediram à nossa igreja a oportunidade de participar do sustento de uma de nossas missionárias na África. Consultei nossa igreja, e todos com alegria aceitaram formar uma sociedade com a outra igreja para, juntas, sustentarmos a missionária. Agora, aquele mesmo pastor está partindo para o campo, e as duas igrejas juntas vão participar do seu sustento.

Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. Tudo depende de ser desafiada, de receber a visão e de aceitar a responsabilidade.

Do livro “A IGREJA LOCAL E MISSÕES” - Edison Queiroz ( Edições Vida Nova)

Fonte: www.igreja-virtual.blogspot.com.br